Estás fraco, desanimado, não tendes coragem de levar uma vida cristã? Pesam-vos os mandamentos? A virtude vos amedronta? Ide a Maria! Proclamai-vos seu escravo de amor: Haveis de haurir, nesse ato, mais força, mais coragem, e mais energia para resistirdes às tentações e desempenhardes todos os vossos deveres.
Estais cheios de bons desejos, de santas aspirações, mas vos falta o entusiasmo? Receias os trabalhos, o sacrifício, não ousais encarar os caminhos superiores da virtude?
Ide a Maria! Declarai-vos seu escravo de amor. E, neste ano, encontrareis o fervor, a generosidade, o entusiasmo que vos fará sair de vós mesmos. Maria vos dará asas, e fará com que acheis vossas delícias nas práticas vi ris da santidade.
Sois fervoroso, generoso, já trabalhais com zelo na obra de vossa santificação, mas aspirais ainda o melhor?
Oh! Ide também a Maria! Afirmai-vos seu escravo de amor. E encontrareis, também, neste ato, o meio de realizar-vos mais plenamente, de aproximar-vos dos corações de Jesus e de Maria, de haurir n’Eles este amor e este zelo que caracterizam os santos.
Em suma: na Santa Escravidão, uns hão de encontrar a lembrança de seus deveres de cristãos; outros, a de seus deveres de estado; terceiros, conforme suas aspirações e desejos, encontrarão a prática da vida perfeita.
Mesmo os estados de vida extraordinários encontrarão, na Santa Escravidão, o alimento de sua piedade, como o voto Heróico, o voto do mais perfeito, o voto de vítima; pois tudo isto emana admiravelmente da Consagração preconizada por Montfort, e nela está contido em germe.
Grande e sublime devoção!… E como está plenamente nos desígnios de Deus e nas intenções da Igreja! Ela é uma consequência necessária e inefável das promessas do nosso Batismo, uma consequência para todos, que se adapta às disposições e estados de todas as almas.
Para os principiantes é luz.
Para os fracos, força.
Para os fervorosos, ideal.
Para os santos, ato de heroísmo.
Fonte: Júlio Maria de Lombaerde, O Segredo da Verdadeira Devoção para com a Santíssima, segundo São Luís Maria Grignion de Montfort, Fraternidade Arca de Maria, Serviço de Animação Eucarística Mariana, p. 85.





