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Todos com Maria contra a pandemia

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O mês de maio é tradicional e especialmente dedicado à devoção à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa. É um mês em que a piedade mariana celebra títulos de grande apelo popular dedicados a Nossa Senhora. E este já é o segundo maio em pandemia da covid-19. Por isso, o Sumo Pontífice, o Papa Francisco, atento e sensível ao sofrimento pelo qual passa a humanidade, uma vez que ninguém está imune aos efeitos diretos ou indiretos desta peste, propõe neste mês de maio uma jornada de trinta dias de oração, em que os católicos são convocados a rezar o Santo Rosário – ou como alguns ainda chamam, o Santo Terço – diariamente apelando à poderosa intercessão da Virgem Maria pelo fim da pandemia da covid-19. A iniciativa se dá à luz dos dizeres contidos em Atos dos Apóstolos 12, 5: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus”. O tema da maratona de oração evoca o episódio em que a Igreja rezou pelo apóstolo Pedro, que ficou preso até que Deus enviou um anjo para libertá-lo, ilustrando como a comunidade cristã se reúne para orar diante do perigo e como o Senhor escuta o seu clamor e realiza o milagre necessário.

O Romano Pontífice quer envolver todos os santuários marianos do mundo nesta iniciativa, para que se convertam em instrumentos de oração de toda Igreja e promovam a difusão desta iniciativa em todas as regiões do mundo, de modo a envolver sacerdotes, religiosos e religiosas, as famílias e todos os fiéis católicos.

Não é a primeira vez que um Papa convoca o povo católico para uma verdadeira batalha em oração. O Papa São Pio V já fizera isto no século XVI por ocasião da Batalha de Lepanto (1571), no Mar da Grécia, cuja vitória fora atribuída à intercessão e auxílio da Santíssima Virgem Maria, invocada com a oração do Rosário. Inclusive, foi a partir daí que o Papa Pio V inseriu na Ladainha Lauretana o título “Auxílio dos Cristãos”, atribuído à Santa Mãe de Deus. Esta vitória foi crucial para a liberdade dos cristãos e para a própria sobrevivência do cristianismo no Ocidente, visto a grande ameaça do projeto expansionista do Império Turco Otomano, que já tinha tomado Constantinopla em 1453. Assim, o Santo Rosário, que já gozava de grande popularidade entre os cristãos, diga-se de passagem, em boa parte graças ao empenho missionário de São Domingos de Gusmão, passa a gozar de uma grande e especial importância, considerado como verdadeira arma no combate contra todo tipo de investida do tirano inimigo que procura de todas as formas subjugar os filhos de Deus.

Os Sumos Pontífices sempre louvaram e vivamente recomendaram a devoção ao Santo Rosário. Foram dezenas de bulas e cartas encíclicas a favor desta santa devoção, sem falarmos dos decretos e rescritos, muito mais numerosos ainda, oriundos das congregações romanas, pelo que fica mais que evidenciada a grandessíssima importância que o Rosário tem na vida da Igreja Católica, principalmente nos momentos de tribulação. Só o Papa Leão XIII promulgou doze encíclicas e dez decretos ou constituições sobre o Rosário.

Maria é a mulher feliz e bendita de nossa fé. Figura da Igreja, ela é a orante perfeita. Quando rezamos a ela e com ela, colocamo-nos à disposição do Pai e exaltamos com ela as maravilhas que o Senhor realizou nela e por ela em favor do mundo. Com ela e por ela elevamos nossas súplicas, oferecimentos e louvores a Deus. Quando rezamos o Santo Rosário, assim como João, o discípulo amado, nós acolhemos Maria, a Mãe de Jesus, como nossa própria Mãe e a ela nos unimos em esperança, na expectativa de também a ela nos juntarmos na feliz eternidade para sempre cantarmos os louvores de Deus.

Nestes tempos tão difíceis e de tão grande provação para toda a humanidade, a oração do Santo Rosário há de ser não somente um conforto espiritual, mas verdadeira arma contra toda opressão. Uma forma de oração tão propagada pelos santos mais insignes da nossa história cristã, fácil e simples, tanto para os cultos como para os iletrados, pode parecer um tanto repetitiva e monótona. Entretanto, há que se observar que a piedade, da mesma forma que o amor, por mais vezes que repitam as mesmas palavras, não dizem a mesma coisa, mas cada vez dizem algo de diferente, porque promanam de um sentimento de amor. E o amor é qual beleza sempre nova que eternamente se renova. Além disso, a oração do Rosário exige verdadeira simplicidade evangélica e humildade de alma, sem as quais não se é verdadeiramente cristão e nem se pode chegar ao Reino dos Céus.

O Rosário é ainda um estímulo e uma verdadeira exortação a viver segundo as exigências evangélicas que ele desperta e cultiva em nossas almas. Sendo ele o “resumo dos evangelhos”, fortalece a fé católica, que se renova com a meditação dos santos mistérios, faz crescer a devoção a Maria, eleva o espírito a Deus e reanima a esperança na felicidade eterna.

A Jesus por Maria! É este o convite do Papa Francisco neste momento crucial da história humana. Rezar por todas as categorias de pessoas atingidas pela pandemia jamais será coisa inútil. Quando uma doença nova atinge a humanidade em todas as esferas da vida ou da existência, e a ciência, tão aclamada nestes tempos de provação, não é capaz de dar as respostas desejadas com a rapidez necessária, só nos resta recorrer Àquele que é o Senhor de todas as coisas e que pode iluminar a mente dos que se dedicam à busca de soluções, curar os doentes, confortar os enlutados e acolher na eternidade os defuntos.

Todavia, há também aqueles que sofrem com os efeitos econômicos da pandemia e que vivem um verdadeiro drama cotidiano. Pensemos nos desempregados, nos sem teto, nas famílias que passam fome, etc. Estes não precisam tanto de um milagre, mais precisam da verdadeira caridade humana, que será sempre fruto da conversão. Daí, então, nossas orações necessárias pela conversão daqueles, que por cuja caridade, podem fazer a diferença e aliviar o sofrimento de muitos.

Neste mês de maio, rezemos o Santo Rosário com verdadeiro espírito contrito, cheios de piedade e esperança. Recorramos à poderosíssima intercessão de Maria, Auxílio dos Cristãos, cheios de confiança e com verdadeiro afeto filial. Da mesma forma que em Caná da Galileia a sua intercessão antecipou a hora de Jesus, que, a seu pedido, providenciou o vinho melhor ao fim da festa. Ela também agora intervirá em favor da humanidade, para que esta também experimente alegria inaudita depois desta noite escura que atravessamos.

Pe. Valtemario S. Frazão Jr.

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