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Nossa Senhora das dores

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“Perto da cruz de Jesus, estava de pé a sua mãe” (Jo 19,25). A Igreja celebra hoje a memória de Nossa Senhora das Dores. Ao recordar a cena do Calvário, narrada no Evangelho, aos pés da Cruz de Jesus ficou Maria. Certamente foi o momento mais difícil de sua vida, mas, ao mesmo tempo, o momento da sua mais profunda união com o seu Filho crucificado. Aos pés da Cruz, diante de Jesus, Maria une a sua dor à de seu Filho e nos mostra que o amor de Deus é mais forte do que a morte. A sua dor é uma dor cheia de fé e de amor. A Virgem no Calvário participa da potência salvífica da dor de Cristo, unindo o seu “sim” ao do seu Filho. Diante do sofrimento do Filho, Maria confia em Deus. Sabe que na Cruz Jesus derramou o seu sangue para libertar a humanidade da escravidão do pecado. Ela não perdeu a sua fé e sua esperança quando viu o seu Filho rejeitado, ultrajado e colocado na Cruz. Permaneceu diante d’Ele, sofrendo e rezando, até o fim. E assim já viu o alvorecer radioso da sua Ressurreição.

Maria nos ensina que, se queremos seguir Jesus, não podemos fugir da cruz. O Senhor não prometeu aos seus amigos uma vida na terra cheia de prosperidades e facilidades. Pelo contrário, Jesus convida seus discípulos a tomarem cada dia sua cruz e a segui-lo (cf. Mt 16,24). 

Maria é a primeira discípula que segue seu Filho no caminho da cruz. Ela nos ensina a abraçar a nossa cruz com amor, a contemplar Cristo crucificado e a não perder a esperança diante das dificuldades e lutas que temos que enfrentar. Além disso, Maria ama cada um dos seus filhos, dando atenção particular àqueles que, como o seu Filho na hora da Paixão, se acham mergulhados no sofrimento; ama-os, simplesmente porque são seus filhos. A intercessão e o socorro da Mãe das Dores jamais faltará aos filhos que, como Jesus, são crucificados e assolados por tantas situações dolorosas como doenças, desemprego, dificuldades nos relacionamentos familiares etc.

 “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Col 1,24). Como São Paulo somos chamados a completar em nós o que falta aos sofrimentos de Cristo pela sua Igreja, como Maria somos convidados a estarmos ao pé da cruz, pois Deus quer nos associar intimamente à missão de Cristo Redentor e fazer-nos co-participantes da obra de salvação. Que Nossa Senhora das Dores nos conceda o dom de seguir o seu Filho divino crucificado, e abraçar com serenidade as dificuldades e as provações da existência humana. 

Estamos passando por um momento difícil no mundo devido a Covid 19 (corona vírus), mas dobrando os joelhos e rezando o Santo Rosário – especialmente os mistérios dolorosos – peçamos que Nossa Senhora olhe por nós com o amor de Mãe. Estamos unindo nossa cruz à Cruz de Cristo. Que Maria esteja presente com seu amor maternal nos momentos difíceis da nossa vida e nos console, dando-nos a certeza da ressurreição.

 

Da Seqüência da memória de Nossa Senhora das Dores:

Faze, ó Mãe, fonte de amor, Que eu sinta em mim tua dor, para contigo chorar.

Faze arder meu coração, partilhar tua paixão e teu Jesus consolar.

Ó santa Mãe, por favor, faze que as chagas do amor em mim se venham gravar.  

O que Jesus padeceu venha a sofrer também eu, causa de tanto penar.

Ó dá-me enquanto viver, com Jesus Cristo sofrer, contigo sempre chorar!

Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus, e o teu pranto enxugar.

 

Pe. Fidelis Stoeckl, ORC

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