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Lar doce lar

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Hoje somos convidados pela Igreja a celebrar a solenidade de todos os santos. É um dia para pensarmos no nosso lar, sim, a casa do nosso Pai celeste, na família da qual fazemos parte, e somos convidados por Deus a integrar, no fim da nossa jornada terrestre.

Quem na terra poderia prescindir de um lar? Do amor bondoso e extremado de um pai, da dedicação delicada e primorosa de uma mãe, do companheirismo alegre e fraterno de irmãos e amigos? Deus mesmo na pessoa do Verbo Encarnado quis fazer parte desta realidade, vivendo trinta anos na pequena casa de Nazaré. Ele que poderia, sendo Deus, optar por qualquer outra realidade, escolheu a de uma família.

O convite que Deus nos faz é exatamente o de fazermos parte de uma grande família celeste, como Jesus mesmo disse: Na casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo 14,2). Temos um lar que nos espera! Com um Pai amoroso, cuja paternidade nos exorta a amá-lo, confiantes na sua bondade. Com uma mãe primorosa e dedicada no caminho da nossa santificação, com nosso irmão Jesus Cristo, que deu a vida para nos salvar e abrir as portas desse lar a cada um que dele quisesse fazer parte, com irmãos e irmãs, amigos que fizeram o caminho antes de nós e hoje suas vidas são um rastro de luz que nos indica o percurso a fazer.

Sim, queridos leitores! Teresa, Clara, Francisco, Sebastião, Antônio, Catarina e tantos outros são pessoas como eu e você. Humanos! Com defeitos, sofrimentos, tristezas e alegrias, mas que souberam fazer das suas vidas um hino de louvor a Deus, amando-o acima de tudo! Eis, pois a chave que abre a porta da nossa morada na casa do Pai celeste: o amor!

Amor feito obras, doação de si mesmo, feito oração, fidelidade, renúncia, enfim AMOR! É nesse grande mistério que somos chamados a entrar, e que a liturgia de hoje nos propõe como meditação, para que pensando na realidade que nos espera, sermos exortados por essa esperança a uma vida que tenha por prêmio a convivência com Deus e todos os santos no céu.

De fato, essa é uma escolha pessoal. Deus dá a possibilidade a todos, mas a decisão de aceitar ou não fazer parte desta família é individual. Cada um com as escolhas concretas de sua vida responde a esse chamado de Deus. Por isso, através da liturgia que se nos apresenta nesse dia, devemos examinar a nossa vida, as nossas escolhas e responder a alguns questionamentos salutares: “Estou escolhendo fazer parte da família de Deus? Eu quero, de fato, ir para o Céu? Tenho considerado a vida eterna nas minhas decisões?”

Que a vida de cada um seja uma resposta afirmativa a essas perguntas!

 

Ir. Mariana do Santíssimo Cordeiro de Deus, FAM

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