Em 1990, eu não sabia nada acerca da pessoa de São Luis Maria Grignion de Montfort. Chegando à região da Vendée vindo de Bourgogne, recém nomeado bispo de Luçon, não tinha senão algumas imagens vagas como as de um pregador itinerante que colocava palavras piedosas em cantos populares e que se tornava rapidamente insuportável para os bispos cujas dioceses percorria como um electrão livre, indispondo a maioria das vezes os sacerdotes das regiões onde pregava.

 

Graças a numerosos padres Monfortanos, às Filhas da Sabedoria e aos irmãos de São Gabriel, descobri um gigante da fé, uma incansável testemunha de Jesus: o sacerdote magro que caminha e nunca deixa de andar ao ritmo do seu Senhor com o bastão na mão e as galochas nos pés. Como Jesus, não possui pedra onde repousar a cabeça. Ele vive a sua missão apaixonadamente. Ele não para. Ele caminha, ele segura a cruz, ele fala; ele não para se não para rezar; o seu ardor nos deixa sem fôlego; pensamos que ainda está lá mas ele já está aqui. Seu segredo? Ele é simples: ama a Cristo apaixonadamente; ele ama o povo ardentemente, sobretudo os mais simples: ele ama a Igreja filialmente. Dizer que ele ama a Cristo, é muito pouco: ele é habitado pelo próprio Cristo; ele é cheio do Cristo, ele transborda Cristo, ele é demasiado pequeno para a sua Graça. 

 

  

Extraído de uma homilia de 27 de Abril 2012, de sua Excelência Monsenhor François Garnier

Arcebispo de Cambrai, França

Tradução Irmã Lúcia Vitória do imaculado Coração de Maria - Fraternidade Arca de Maria

 

 

 

 
     

Leituras Diárias

 Segue-nos